
Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)
Foto: Natália Arduino de Magalhães
O segundo dia do Jazz Festival Brasil 2009 vai ser difícil de esquecer. Depois do maravilhoso show de Bob Wilber na última segunda (24), ontem foi a vez de Luís Fernando Veríssimo (sax alto) com o seu Jazz 6, assinar seu nome para sempre na história do Festival.
Além de Veríssimo, outros quatro músicos fazem parte do grupo: Jorge Gerhardt (contra-baixo); Luiz Fernando Rocha (trompete e flugelhorn); Adão Pinheiro (piano); Gilberto Lima (bateria).
Você deve estar se perguntando: "mas são cinco integrantes, por que o nome jazz 6?". Essa foi a mesma dúvida que os espectadores presentes no SESC Ginástico tiveram na noite de ontem, mas assim que o grupo acabou de tocar "Samba de Verão", a terceira música do show, Veríssimo tratou de deixar as coisas bem claras. "O Jazz 6 tem uma formação diferente. Somos o menor sexteto do mundo, com apenas 5 integrantes. Somos todos gaúchos de Porto Alegre e torcemos para o Inter", explicou Verissimo.
Quem foi ao show achando que Veríssimo é apenas um famoso escritor e colunista que gosta de tocar jazz nas horas vagas com os amigos, se enganou. O Jazz 6 provou que é profissional e que faz jazz verdadeiro, com técnica e, acima de tudo, com a alma.
O show começou com a bela Blues for Ig, do saxofonista Gary Campbell. Depois foi a vez de Four, de Miles Davis e Jon Hendricks, que também dá nome ao último cd do grupo. A bossa nova marcou presença em Samba de Verão, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle e A Rã, de João Donato.
O trompetista Fernando Rocha surpreendeu por sua versatilidade. Usava e abusava das surdinas e alternava entre o trompete e o flugelhorn em várias vertentes jazzísticas. Fosse na sublime Se eu quiser falar com Deus, de Gilberto Gil ou na empolgante Just Friends, de John Klenner, Fernando mostrou que é um dos grandes nomes do trompete no país.
Verissimo também não deixou para menos. Com o som suave e límpido de seu sax alto, o escritor-saxofonista instaurou um clima romântico no festival com a balada cool Tune Up, de Miles Davis, em um dos grandes momentos da apresentação.
O grupo fechou fechou a noite em grande estilo com o standard Caravan, de Duke Ellington e Juan Tizol, e nos presenciou em um bis com um belo swing reverenciando Benny Goodman, o grande homenageado do festival.
Sem dúvida, Jazz6 foi um dos melhores shows do ano de 2009. Que venham outros... JM!





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