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Biografia de Amy Winehouse escrita por seu pai chega às livrarias nos EUA

25 de junho de 2012


NOVA YORK, 25 Jun 2012 (AFP) -A biografia da falecida cantora britânica Amy Winehouse escrita por seu pai Mitch, apresentado como seu "conselheiro mais próximo, inspiração e melhor amigo", vai às lojas na terça-feira nos Estados Unidos, uma semana antes de seu lançamento no Reino Unido.

"Amy, My Daughter" (Amy, minha filha), de Mitch Winehouse, "inclui fotos exclusivas e inéditas e pinta um retrato aberto e honesto de um dos maiores talentos musicais de nossa época", afirmou a editora HarperCollins.

Nas 320 páginas da biografia, Mitch oferece uma "visão interior da vida de Amy tal como ela a vivia, pondo fim de uma vez por todas às controvérsias que a cercaram por um longo tempo", acrescenta a editora.




Amy Winehouse, autora de sucessos como "Rehab", foi encontrada morta no dia 23 de julho aos 27 anos em sua casa no bairro londrino de Camden.

A morte de Winehouse, que tinha um longo histórico de problemas com as drogas e com o álcool, foi certificada como "acidental". Foram encontrados em seu corpo vestígios de um consumo de álcool cinco vezes mais alto do que a taxa permitida para dirigir um carro.

No livro, que será publicado no Reino Unido no dia 5 de julho, o pai da cantora não evita o tema do consumo abusivo de drogas e de álcool por parte de sua filha e descreve a realidade de sua dependência e a marca que deixou na família e nos amigos que se negaram a abandoná-la em meio a este problema.

Ex-taxista, Mitch Winehouse é cantor de jazz e criou a Fundação Amy Winehouse, uma organização para ajudar jovens em dificuldades centrada principalmente nos problemas com o vício.
O pai da cantora já indicou que toda a renda pela venda do livro será destinada à fundação.

Jazz for Lovers

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O livro 'Ohio Jazz: Musicians with roots here given their due' traz as biografias dos jazzístas de Ohio

17 de junho de 2012

Por Leonardo Alcântara - twitter: @jazzmanbrasil

Quando falamos de jazz na região centro-oeste dos Estados Unidos, a cidade de Chicago e o estado do Kansas são sempre reverenciados. No livro 'Ohio Jazz: Musicians with roots here given their due', os autores David Meyers, Candice Watkins, Arnett Howard e James Loeffler dão o devido reconhecimento para o estado de Ohio na evolução do jazz na região.

"Nós não estamos tentando dizer que Ohio inventou o jazz, mas se você olhar para sua evolução, aqueles que saíram de Ohio fizeram muitas coisas", disse Meyers.

O livro de 192 páginas narra o crescimento do jazz na região, bem como o surgimento de alguns artistas de Ohio que foram influentes e ganharam fama. O livro oferece 60 breves biografias de artistas com laços de Ohio, entre eles: o saxofonista Royal G. “Rusty” Bryant, o trompetista Harry “Sweets” Edison, o multi-instrumentista Roland T. “Rahsaan Roland” Kirk e o bandleader e cantor Ted Lewis.JM

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A vida de Jack Kerouac por João Pinheiro

25 de janeiro de 2012

- Comente aqui sobre Kerouac, de João Pinheiro -


Kerouac

A graphic novel “Kerouac” narra a vida do escritor americano Jack Kerouac, um dos fundadores, junto a Allen Ginsberg e William Burroughs, do movimento artístico que ficou mundialmente conhecido como Geração Beat, composto por jovens intelectuais americanos que, em meados dos anos 1950, cansados da monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram criar sua própria revolução cultural através da literatura.

http://visoesdejackkerouac.blogspot.com/

Por meio de uma narrativa veloz, João Pinheiro aborda acontecimentos capitais da vida de Jack, revê sua trajetória literária, suas conquistas, decepções, paixões, contradições, influências estéticas e sua relação com os Estados Unidos de sua época. Da mesma forma que para Jack e para os beats não havia fronteira entre a literatura e a vida, os fatos desta narrativa se entrelaçam novamente com a vida, só que agora em quadrinhos.

Apresentação de Claudio Willer

Jack Kerouac escreveu uma obra ciclópica: além de On the Road, sua narrativa mais conhecida e de maior influência, criou relatos de viagens e memórias, poemas, crônicas, transcrições de sonhos e outros modos de experimentação através da escrita. Confundiu, como ninguém, literatura e vida. On the Road foi escrito em abril de 1951 de uma enfiada só, em três semanas, no famoso rolo de papel (que, em abril de 2004, seria arrematado em leilão por 2.420.000 dólares, recorde na categoria – ironias do destino, quando Kerouac morreu em 1969, tinha apenas 19 dólares em sua conta bancária ). Mas também é verdade que sua escrita demandou anos e foi a realização de um projeto que precedeu suas viagens. É o que mostram seus diários: ao terminar Cidade Pequena, Cidade Grande (The Town and the City) em 1948, decidiu que escreveria um novo livro, alternadamente designado como The beat generation e On the Road. Esses diários contém anotações de episódios das viagens em companhia de Neal Cassady, que depois integrariam On the Road.


Portanto, houve uma relação de mão dupla entre vida e obra; uma fusão de literatura e vida, buscando uma síntese, a superação da dualidade ou contradição do mundo simbólico e da realidade objetiva. Como já havia observado em meu Geração Beat, os beats em geral e Kerouac em especial são um exemplo de crença extrema na literatura, atribuindo-lhe valor mágico, como modelo de vida e fonte de acontecimentos, e não só de textos. Daí ser possível transpor Kerouac para os quadrinhos examinando simultaneamente e de modo harmônico aspectos de sua biografia e trechos de sua obra, como o faz João Pinheiro. Estão aí, citadas e mostradas, sua paixão pela literatura e sua firme determinação de tornar-se um grande escritor; sua religiosidade a coexistir, em um paradoxo apenas aparente, com o desregramento e dissipação; a intensa ligação com a música, especialmente o jazz que inspirou sua “prosódia bop”; os relacionamentos sempre complicados com mulheres. Também foram devidamente registrados momentos decisivos de sua vida: a infância em Lowell e a relação com seu irmão Gérard, a formação do grupo beat através da amizade com William Burroughs e Allen Ginsberg, o modo como renegou a Geração Beat em seus últimos e melancólicos anos de vida.


Reconhece-se Kerouac através desta adaptação. As cenas, fragmentos e trechos se somam, formando um todo coerente, um retrato do escritor. Pinheiro escolheu partes que dão conta do todo, daquilo que demandaria uma impossível adaptação integral. Há soluções particularmente felizes, como a abertura em estilo kerouaquiano e o fecho com poesia em prosa. Foi acertada a seleção não-linear de episódios relevantes – como aquele do trajeto de Nova Orleans a San Francisco com Cassady e LouAnne Henderson. A visão pessoal, a transmissão da sua experiência e fruição de Kerouac e dos beats em momento algum conflita com o bom registro histórico e com o valor documental que se espera de um tema como esse.

Talvez nem seja preciso enfatizar o traço firme, as imagens vigorosas, o bom uso do branco e preto, equiparando este Kerouac ao que se fez de melhor em matéria de “graphic novels” sobre a beat. Basta comparar com álbuns como The beats: a graphic history (de Buhle, Pekar e Piskor) para que imediatamente saltem aos olhos sua qualidade e capacidade de síntese.


Por essas razões, atrairá leitores e abrirá portas para a boa fruição de Kerouac. Irá contrapor-se a críticas depreciativas que, vez por outra, repetem os mesmos ataques conservadores que o autor de On the Road veio sofrendo desde o final da década de 1950. Já cheguei a observar, diante dessas recaídas no conservadorismo, que nem Francis Ford Coppola, nem Bob Dylan são bobos: criadores notáveis em seus campos, estão entre os que declaram que ler Kerouac mudou suas vidas. Isso, como parte do extenso cordão de escritores e artistas que receberam influência declarada de Kerouac e da beat. E de um impacto que extrapolou os campos da criação artística ao originar a contracultura, estimulando rebeliões de jovens, além de inspirar as transposições, versões e adaptações às quais agora soma-se este Kerouac de João Pinheiro.

Claudio Willer


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Biografia conta trajetória da diva do jazz Nina Simone

6 de janeiro de 2012

O livro descreve a turbulenta existência da cantora desde seu início como menina prodígio no interior da Carolina do Norte até sua morte no sul da França em 2003


Por Carlos Gosch na revista Exame

Ela conheceu a fama, mas também o esquecimento, que acabou no final dos anos 80 graças a um anúncio da Chanel Nº 5 que incluía sua versão de ‘My Baby Just Cares For Me’

Eunice Waymon estava destinada a se transformar na primeira concertista negra de piano dos Estados Unidos, mas foi rejeitada no conservatório. Daquela decepção nasceu Nina Simone, uma das grandes divas do jazz, retratada com paixão por David Brun-Lambert em uma biografia.

O livro conta a turbulenta existência da intérprete de ‘My Baby Just Cares for Me’, desde seu início como menina prodígio em uma pequena cidade da Carolina do Norte, até sua morte no sul da França em 2003.

‘Morrerei aos 70 anos, porque depois só há dor’, tinha dito uma mulher que conheceu os extremos da glória e da miséria, da felicidade e da dor, que esteve submetida aos vaivéns da fama e marcada por uma personalidade cheia de arestas que seu biógrafo não escondeu.

Dura, combativa e caprichosa, Simone sempre suspeitou que a cor de sua pele tenha fechado as portas do conservatório musical da Filadélfia, cidade à qual tinha viajado desde o sul graças ao dinheiro arrecadado por sua comunidade, na qual sua mãe ocupava um lugar de destaque como reverenda batista.

Depois daquele fracasso sobreviveu em Nova York com trabalhos precários, até que decidiu tentar a vida em Atlantic City.

Conta Brun-Lambert que ‘em um bar úmido com o solo coberto de serragem para secar o álcool derramado’ foi onde Eunice se transformou uma noite em Nina Simone.

Nina por causa de um apelido pelo qual era chamada por um namorado latino, ‘Niña’, e Simone como homenagem a Simone Signoret, atriz francesa.

A jovem era pianista, mas o proprietário do bar a obrigou a cantar como condição para manter o emprego. A filha da reverenda interpretava a cada noite um repertório que sua mãe sem duvidar teria condenado.

Acompanhada de seu piano foi modulando uma das vozes mais pessoais do século XX, com a qual nos anos 60 e 70 imortalizou temas como ‘Aint Got No – I Got Life’ ou ‘I Wish I Know How It Would Feel To Be Free’, e gravou clássicos como ‘Here Comes The Sun’, ‘Just Like a Woman’ e ‘Suzanne’.

Ela pôs sua voz e suas composições ao serviço da igualdade dos negros, como quando gravou em 1963 ‘Mississipi Goddam’ (‘Maldito Mississipi’) para denunciar a violência racista após saber que um jovem ciclista negro tinha morrido por uma surra de um grupo de brancos.

Era capaz de se comprometer com a justiça social até pôr em perigo sua carreira e sua própria vida, mas ao mesmo tempo tão avarenta que seus músicos recebiam um salário miserável.

Tudo é contado em sua biografia, que reconstrói a busca vital de uma artista que ansiava uma serenidade que nunca obteve e investiga as chaves da complicada personalidade de uma intérprete que colecionou decepções amorosas e brigou com o fisco de seu país e as empresas fonográficas de meio mundo.

Ela conheceu a fama, mas também o esquecimento, que acabou no final dos anos 80 graças a um anúncio da Chanel Nº 5 que incluía sua versão de ‘My Baby Just Cares For Me’.

Nina Simone a considerava uma das canções com a menor importância de sua carreira, mas o tema foi colocado nos primeiros postos das listas europeias, o que permitiu a sua intérprete retornar aos palcos na reta final de sua carreira.

E depois, a ‘diva rebelde’ cumpriu com seu obstinado objetivo de desaparecer deste mundo aos 70 anos, ao morrer enquanto dormia em Carry-le-Rouet, um balneário próximo a Marselha.

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A Love Supreme – A Criação do Álbum Clássico - 2002

13 de abril de 2009

Há músicos que não bastassem ser exímios intérpretes de seus instrumentos, criam sua linguagem, inovam, rompem fronteiras e projetam sua influência para além de suas próprias vidas. O saxofonista norte-americano John Coltrane (1926-1967) foi um destes talentos e um dos grandes momentos de sua inventividade e virtuosismo está no álbum A Love Supreme, lançado em 1965. O disco é considerado por muita gente – muita mesmo – como sua obra-prima. Lançado em 2002 nos Estados Unidos e em 2007 aqui no Brasil pela editora Barracuda, A Love Supreme a Criação do Álbum Clássico de John Coltrane, do jornalista, produtor e professor americano Ashley Kahn, não só traz minúcias sobre a gravação do famoso álbum como reúne importantes dados biográficos e profissionais de Trane em toda a sua trajetória. Kahn também é autor de outro livro sobre um disco não menos importante do jazz: A Kind of Blue, do trompetista Miles Davis. Não vou entrar em detalhes sobre os escritos de Kahn sobre Trane, mesmo porque são muitos. Melhor mesmo é se debruçar sobre a publicação e se deleitar com informações sobre as gravações, o clima em que ocorreram, técnicas usadas e várias novidades. Ashley dedica páginas a falar do excelente momento pessoal pelo qual John Coltrane passava quando gravou A Love Supreme, livre das drogas e mergulhado na espiritualidade. O A Love Supreme do título (amor supremo, em português) é uma oferenda e um agradecimento do instrumentista à sua concepção do Deus Todo Poderoso. De certa forma o álbum representou um retorno às suas raízes religiosas. Religioso ou não, impossível um ouvinte manter-se insensível às quatro fenomenais partes da música, de uma beleza de improvisos, harmonias e melodias de ímpares. Por um lado, além do espiritual, o álbum significou um rompimento de barreiras que sinalizaram para os caminhos de liberdade musical que ele tomaria a partir de então, chame-se isso de Avant-Garde, Free Jazz, New Thing ou o que seja. Não à toa, os rumos explorados por Trane serviram de referência naquele momento em que se clamava por caminhos mais justos nos Estados Unidos. Coltrane e sua arte viraram um dos símbolos na luta de ativistas políticos, jazzistas experimentalistas, roqueiros e vários outros. Kahn ainda enfoca figuras centrais no álbum, como os instrumentistas do famoso quarteto de John, o pianista McCoy Tyner, o baixista Jimmy Garrison e o baterista Elvin Jones, com o produtor Bob Thiele e o engenheiro de som Rudy Van Gelder. Fora todo o manancial de textos sobre A Love Supreme, o livro narra momentos importantes de Coltrane que precederam o revolucionário álbum, como a fase tumultuada e ao mesmo tempo extremamente produtiva do ponto de vista musical em que integrou a banda de Miles Davis, com o qual gravou discos como Kind of Blue. O autor escreve também com destaque sobre os rumos tomados depois do disco que é considerado sua obra-prima, em que seguiu pela estrada do free jazz, com a colaboração de músicos como o saxofonista e flautista Pharoah Sanders, até sua morte, vítima de um câncer de fígado. Com base em pesquisas e depoimentos com músicos que tocaram com Coltrane, de familiares, como a pianista e esposa Alice Coltrane, falecida recentemente, e até de roqueiros como Patti Smith, Carlos Santana e Bono, Ashley Kahn traça um painel do enorme leque de seguidores do som do saxofonista. Destacaria ainda informações do livro como a existência de uma segunda sessão de A Love Supreme, nunca lançada, que contou com a participação do saxofonista Archie Shep e do baixista Art Davis, e a única performance completa da peça, na cidade francesa de Antibes, em 1965. Alías, o material do show na Riviera Francesa saiu em CD. A peça tem 48 minutos, 18 a mais que a versão de estúdio. Gostaria de agradecer aos meus amigos Alessandro, Tatiana, Luci, Clara, Heloísa, Giovana, Márcia e Regina por terem me presenteado com esse excelente livro, uma viagem informativa e emocional na arte de um dos gênios imortais da música. Salve, Coltrane!.As fotos foram tiradas pela Enid Farber Fotography na noite do dia 11 de Dezembro de 2002 - NYC, no lançamento do Ashley Kahn's Making Love Supreme, livro com tragetoria e desempenho do album A Love Supreme de John Coltrane. Uma leitura obrigatoria pra que gosta ou deseja conhecer o perfil de um dos clsssicos do jazz. Fonte: Tijoloblog (Livro aborda obra-prima de Coltrane, por Marcelinho 31/07/2008) .
Boa leitura -Namaste.
Colaboração: Borboletas de Jade

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