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Moçambique: Malangatana mostra 40 obras suas em Coimbra (Portugal)

5 de fevereiro de 2009

Quarenta obras do pintor moçambicano Malangatana vão estar expostas na Casa Municipal da Cultura da cidade portuguesa de Coimbra a partir de sábado, 7, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

A mostra, patente até 21 de Fevereiro, intitula-se Homenagem a Eduardo Chivambo Mondlane - Pastor de Manjacaze e é uma iniciativa da Câmara de Coimbra, da Embaixada de Moçambique em Portugal e da Organização da Mulher Moçambicana. Na exposição pode apreciar-se 18 telas e 22 ilustrações do artista plástico e poeta, considerado "o maior embaixador da cultura moçambicana".

O vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, considera que a exposição tem três objectivos: homenagear Eduardo Mondlane, assinalar e comemorar o 3 de Fevereiro, data alusiva aos Heróis Moçambicanos, e proporcionar ao público de Coimbra o contacto com a obra deste embaixador cultural.

Uma das telas expostas é a obra O Julgamento dos Militares da 4.ª Região da Frente de Libertação de Moçambique, datada de 1966, da colecção privada do antigo presidente da Assembleia da República Almeida Santos, que a cedeu para a iniciativa.

Malangatana Valente Ngwenya nasceu em Matalana, Moçambique, a 6 de Junho de 1936 e pertenceu à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que liderou a luta armada contra a dominação colonial portuguesa até à proclamação da independência, em 1975.

A sua obra é "reconhecida em todo o mundo", tendo participado em múltiplas exposições individuais e colectivas e integrado diversos júris em Moçambique e no estrangeiro. Foi premiado inúmeras vezes e recebeu várias distinções.

Pintor, ceramista, cantor, actor, dançarino, "Malangatana é uma presença assídua em numerosos festivais, afirmando sempre a sua origem africana e moçambicana".
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World Music Center promove curso em Maputo

O projecto dinarmarquês World Music Center desenvolvido pela Aarhus Music School daquele pais europeu, acaba de escalar Moçambique para ministrar um curso de formação de professores de música tradicional.

Apadrinhado pelo músico moçambicano, Gimo Remane, radicado na Dinamarca há mais de vinte anos, o projecto visa igualmente fazer a advocacia da necessidade de se apostar na inclusão da disciplina musical no ensino em Moçambique.

Comparativamente à Dinamarca, Moçambique é um pais que ainda tem muito que fazer para que a educação musical seja uma realidade. Com mais de 20 milhões de habitantes, Moçambique apenas tem uma única escola de musica: a Escola Nacional de Musica. Já a Dinamarca, segundo Lance D’Souza, Director do Projecto World Music Center, com apenas 5 milhões de habitantes, tem mais de 300 escolas de musica, cinco universidades, cinco conservatórias de musica clássica e cinco orquestras sinfónicas.

Para Gimo Remane, a musica moçambicana esta a perder os seus valores tradicionais dai a necessidade de se apostar na introdução da disciplina de educação musical desde o ensino básico (primário) ate ao superior.

Ele nasceu na província de Nampula (norte do pais) mas foi na Ilha de Moçambique onde cresceu influenciado pela sua diversidade musical fruto do cruzamento de culturas de povos africanos e árabes. Muito cedo mostrou os seus dotes musicais, tocando com grupos culturais dos bairros da ilha e, desde 1974, embalado pelos ventos da independência nacional, começou a compor e a cantar musicas na sua própria língua, o macua.

Artista determinado, fundou em 1985, na companhia de outros músicos, entre os quais Salvador Maurício, a banda Eyuphuru (vendaval), que muitos sucessos e alegria proporcionou aos amantes da musica de Moçambique, dentro e fora do pais.
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Musica - MART’NÁLIA: Uma grande voz na nossa varanda

6 de novembro de 2008

MARTI’NÁLIA, a filha do consagrado sambista brasileiro Martinho da Vila, está já em Moçambique. Pela primeira vez, algo que o pai já o fez mais de uma vez.
Nos concertos que ela vem realizar em Maputo e Tete estará na companhia da sua banda, composta por 12 elementos.
Pode-se dizer, por isso, que ela vem espalhar o perfume da sua voz na varanda que Mocambique é para o oceano Índico.
O seu primeiro concerto está programado para esta quinta-feira, 6, as 20.30 horas, no Centro Cultural Universitário, em Maputo, no qual também subirá ao palco a a popularíssima cantora moçambicana Mingas, também dona de uma grande voz.
O segundo concerto de Mart’nália será sexta-feira, 7, às 19 horas, no Pavilhão do Benfica de Quelimane, na Zambézia, onde também cantará o jovem Marius.
E o último foi agendado para as 22 horas de sábado no Coconut, na capital moçambicana, no qual estará também em palco a jovem Irinah.
Mart’nália é tida como uma artista com uma voz doce e meiga, e profissional em palco.
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Cinema: Galardoado "O Jardim do outro homem" de Sol de Carvalho

O FILME “O Jardim do Outro Homem” do realizador moçambicano Sol de Carvalho arrecadou o prémio oficial de melhor película de ficção no Festival de África e das Ilhas, nas Ilhas Reunião.
O festival realizou-se de 4 a 12 de Outubro nas Ilhas Reunião e contou com a presença de mais de 100 filmes entre ficção, documentário, curtas-metragens, além de uma competição especial para jovens e para filmes novos do Oceano Índico.
O festival das Ilhas Reunião é um dos mais conhecidos e importantes da região do Oceano Índico, servindo este evento para reforçar a sua ligação com os filmes africanos e do Caribe.
O presidente do júri, à altura da atribuição do prémio, salientou que “é através do parto dos espíritos que nascem também os filmes... é pela partilha dos olhares, pela convocação da universalidade de cada proposta, por muito particular que ela possa ser, que nós assistimos ao recuo das fronteiras da nossas próprias ignorâncias”.
E o presidente finalizou que os membros do júri, “puderam viajar no universo que foi proposto por Sol de Carvalho de um Moçambique que acorda a inteligência contra a batota, a corrupção e a dilecção, dos temas que a informação (a verdadeira palavra de ordem da humanidade) se esforça muitas vezes por fazer desaparecer numa memória sempre efémera.
O festival atribuiu o prémio documentário ao filme “De l’autre côte du pays”, de Catherine Hébert (Canadá-Québec), uma longa-metragem sobre a realidade política e social do Uganda.
O prémio da juventude foi atribuído a “Tanga”, de Wassin Sookia, uma curta-metragem das Ilhas Maurícias, enquanto o prémio de curta-metragem foi atribuído a “Untiled”, de Kaizer Matsumunyane, uma ficção do Lesotho.
Prix “Fé Nèt” Ocean Indien (Fazer Nascer) foi atribuído a “Temps d’vance”, de William Cally, que é uma curta-metragem de ficção e finalmente o prémio especial do Juri Jovem, constituído por alunos de uma escola secundária foi atribuído a “Marche ou crève”, de Bakary Sanon, de Burkina Faso, um documentário de curta-metragem.
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Artes e letras de Moçambique em exibição no Brasil

DECORRE desde segunda-feira, 4, na cidade de Brasília, capital do Brasil, a semana cultural de Moçambique naquele país da América Latina.
Para a celebração deste evento encontram-se no Brasil muitos artistas moçambicanos, entre plásticos, escritores, músicos e dançarinos e mestres de cozinha típica.
No campo das artes plásticas, a artista Chica Sales expõe doze quadros de óleo sobre tela, dois feitos em tinta de china sobre papel, quatro aguarelas e dois lápis.
No que diz respeito à literatura, o escritor Calane da Silva, que é curador do evento, lança o seu último livro, intitulado “Nhembêti ou a Cor da Lágrima”.
A semana cultural conta ainda com a realização de uma feira do livro de autores moçambicanos, assim como a realização de uma palestra sobre a literatura moçambicana e uma sessão de declamação de poesia moçambicana pela voz de Anabela Adrianoupolos.
A artista Suzeth Honwana exibe as suas bonecas produzidas à base da capulana, num quadro em que há um espaço para a exposição de capulanas, isto como forma de mostrar a sua influência cultural em Moçambique e no resto do mundo.
Na música e dança tradicional e moderna conta-se com a presença do conceituado saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça e do agrupamento de canto e dança Milorho. Haverá ainda a exibição de filmes de cineastas moçambicanos entre os quais Camilo de Sousa, Gabriel Mondlane, Isabel Noronha, assim como de Licínio de Azevedo que sendo de origem brasileira produz e realiza filmes moçambicanos, residindo em Maputo ha mais de 30 anos.
Ao realizar-se este evento pretende-se promover a cultura moçambicana no Brasil, reforçando os laços de amizade e de cooperação, fazendo das artes e cultura um pretexto para a exaltação da cultura, cimentando ainda mais a ideia de que ela não tem fronteiras. Num outro prisma, a ideia é aproximar os povos moçambicano e brasileiro, mostrando o que há de bom, ao mesmo tempo que se vai promover as diferenças e as semelhanças, trocando experiências sobre vários aspectos da vida sócio-cultural e massificando a História de Moçambique e do Brasil.
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