
A viajem de carro do sul ao norte de Moçambique, ou seja de Maputo à cidade de Pemba, começou no dia 15.
O trajecto percorreu a Estrada Nacional número 1, a chamada espinha dorsal de Moçambique, numa distancia de 2.500 km.
Atravessei savanas, planíces, rios e riachos, parques naturais; tomei contacto com as gentes e seus usos e custumes, num mosaico constituído por cerca de duas dezenas de tribos e etnias; testemunhei as alegrias e tristesas e sonhos dos moçambicanos; senti o pulsar de um país que ainda luta para proporcionar à grande maioria dos seus cidadãos pelo menos uma refeição por dia.
E a cada kilometro percorrido novos Moçambiques ia descobrindo.
Estou em Pemba. É a capital da província de Cabo Delgado. Neste dia 18, Pemba comemora as suas Bodas de Ouro, pois foi a 18 de Outubro de 1958 que o poder colonial português decretou que o vilarejo já tinha estatuto para ser cidade.
Esta cidade está implantada na terceira maior baía do mundo, tendo sido recentemente admitida pela Unesco como membro do Clube das Trinta Mais Bonitas Baías do Mundo.
As festividades das Bodas de Ouro da Cidade/Baía de Pemba começaram no dia 17 e vão atingir o clímax este sábado com várias manifestações cultural.
O turismo é a sua principal fonte de riqueza, visitando a Baía de Pemba milhares e milhares de turistas, maioritariamente europeus, americanos e canadianos (canadenses) e asiáticos. Não se tem memória de turista brasileiro, infelizmente, embora cidadãos do Brasil se encontrem a viver e a trabalhar em várias cidades de Moçambique.
Na imagem acima pode se ver: Mahomed Galibo, Director da Televisão de Moçambique, eu (Edmundo) agachado e António Marques, Director do ATCM (Automóvel Touring Clube de Moçambique) um “doido” pelas incursões automobilísticas pelo país inteiro. A sua proxima avetura fara o trajecto Maputo (Mocambique) e Zamzibar (Tanzania). Falarei de ambos em proximas ocasioes.